E aí, a principal revista do país, VEJA, indisfarçavelmente debilitada pela carência de publicidade e queda brutal nas assinaturas, decidiu fazer uma pequena brincadeira na edição que se encontra nas bancas. Não deveria. O assunto é sério e grave demais para.

Procurei em toda a revista alguma informação para saber de quem era a responsabilidade. Li atentamente a CARTA AO LEITOR, que é onde normalmente a VEJA manifesta-se e esclarece; nada!

Procurei pela assinatura no caderno invertido do final da revista. Nada! Busquei a assinatura ABC – ABRIL BRANDED CONTENT, nada!.

E assim, e diante de tantos nada, NADA mais me resta a fazer que não seja assumir tratar-se de iniciativa da própria revista.

E no pequeno caderno de 9 páginas, “VEJA se é verdade”, certamente a mais inócua e despropositada manifestação contra as FAKE NEWS. Uma FAKE MANIFESTAÇÃO.

Pior ainda, conseguiram anunciantes para o mini caderno. E, dentre todos, a rainha das contrafações e fake News, a AMBEV. Uma empresa ACCOUNTABILITY ZERO!

Que fez um anúncio indigno, abusando e tripudiando sobre todos os verdadeiros apreciadores de cerveja que abandonaram os rótulos da maior empresa do mundo pela sua obsessão com lucros ainda que isso implique na FAKEIZAÇÃO de todos os seus produtos e em criminoso brandicídio.

E, em anúncio de página dupla procura responder as 3 principais acusações que essas pessoas fazem sobre suas práticas pouco convencionais.

Procura provar que “cerveja com milho não é ruim”, que “cerveja pode ser feita com o que quer que seja e não apenas com água, malte e lúpulo” – quem sabe, merda – , e que “cerveja puro malte não é sinônimo de qualidade…”.

Curiosidade. Na VEJA “invertida”, os dois principais anúncios, de 2 páginas, são assinados por uma mesma agência de publicidade. E ainda tem um quinto anúncio, sem assinatura de agência, e assinado pela COCA-COLA.

Acho que a COCA-COLA comprou gato por lebre.

Enquanto a principal revista do país continuar tratando a praga da FAKE NEWS de forma irreverente e irresponsável o maior mal deste início do século só tende a prosperar.