NEM SOPRANDO MAIS FORTE, NEM PROVOCANDO VENDAVAL E OU FURACÃO: OS IMÓVEIS COMERCIAIS NOS GRANDES CENTROS DO PAÍS JAMAIS VOLTARÃO ÀS MESMAS ALTURAS; NO TOCANTE AO PREÇO.

Vamos apenas imaginar que, por uma mágica qualquer, a economia voltasse a crescer com índices consistentes e robustos. Todos os imóveis comerciais disponíveis em São Paulo e Rio seriam alugados? Não, definitivamente não.

Tudo o que pode acontecer é, como já vem acontecendo, o preço da locação dos imóveis novos despencar; e as empresas que por ignorância ou necessidade precisarem preservar modelos com contingentes grandes de colaboradores e necessidade correspondente de espaço, aproveitarem a oportunidade para a troca.

Trocar imóveis de 20 ou mais anos, por imóveis novos, pelo mesmo ou, na maioria das situações, por um aluguel menor. E ainda ganhando do locador muitos meses de carência, e, dependendo da negociação, outros tantos meses para o novo locatário usar o dinheiro na mudança e decoração.

Apenas isso. Tudo o mais é tentativa desesperada de proprietários de imóveis, através de suas assessorias de imprensa, convencerem os veículos de comunicação que o mercado voltou a se aquecer.

Na EXAME desta quinzena informações sobre o mercado do RIO DE JANEIRO: “O RIO já teve o metro quadrado mais disputado do país, dada a limitação geográfica… Com prédios ocupados e pouca oferta nova era difícil barganhar preço e espaço… hoje são mais de 800 mi metros quadrados de escritórios de alto padrão desocupados na cidade – incluindo 12 prédios inteiros, como o EDIFÍCIO SERRADOR, o ECO SAPUCAÍ, e o HUMAITÁ CORPORATE… segundo fontes da VEJA, hoje existe mais devolução do que locação na cidade do RIO DE JANEIRO.

Rigorosamente o mesmo acontece em São Paulo. No correr das marginais dezenas e dezenas de prédios novos completamente vazios e sem nenhuma perspectiva de ocupação.

O modelo, o formato, e o mind set das empresas é outro. E não passa mais por espaços descomunais e muito menos por organizações verticais. Madia

PS, um dos edifícios citados por VEJA, o SERRADOR, foi matéria de O GLOBO em 27 de abril de 2014. Com o título, “VAZIO, EDIFÍCIO SERRADOR PERMANECE À ESPERA DE QUEM POSSA PAGAR R$3 MILHÕES POR MÊS”.

Segundo a matéria, o último inquilino foi EIKE BATISTA com seu GRUPO EBX…