UM CASAMENTO DE 68 ANOS CHEGA AO FIM

Tudo começou com VICTOR CIVITA E O PATO DONALD. Um casamento de 68 anos que marcou o nascimento da EDITORA ABRIL.

A partir deste mês ABRIL e DISNEY decidiram pela separação.

Os assinantes estão sendo comunicados.

A morte é inerente à vida. Uma parceria de sucesso que alimentou os sonhos e a imaginação de duas ou três gerações de brasileiros.

Acabou. O microchip invadiu as 12 placas tectônicas principais que constituem a crosta terrestre. Mesmo estando em constantes movimento, não conseguem suportar as cócegas decorrentes da invasão de microchips e aceleram na movimentação.

Nada mais para em pé. Nasce a digisfera. Disrupção ampla, geral e irrestrita.

Valeu, VICTOR e PATO DONALD

O início, segundo a wikipedia,

“Em 1949, inspirado pelo irmão que publicava quadrinhos Disney na Argentina, o italiano Victor Civita se muda para o Brasil para fundar uma editora. Em maio de 1950, cria a Editora Primavera, que publicava uma revista com quadrinhos italianos intitulada Raio Vermelho.[4] Em julho rebatiza a companhia como Editora Abril. A primeira equipe da editora tinha seis funcionários, incluindo o escritor de ficção científica e roteirista de uma radionovela Jerônimo Monteiro como editor, e a jornalista francesa Micheline Frank, trazida da empresa de César Civita na Argentina, na seção de piadas.[5]
O número um de Pato Donald surgiu em 12 de julho de 1950.[6] Com uma capa desenhada pelo argentino Luis Destuet, na qual o pato contracenava com o papagaio Zé Carioca, a edição tinha 40 páginas e teve 82370 exemplares distribuídos. Dentro, apenas oito páginas eram coloridas – as quatro primeiras e as quatro últimas – com o resto em traço verde sem preenchimento. Todas as histórias eram importadas – incluindo a primeira parte de O Segredo do Castelo, de Carl Barks -[7] trazidas da Argentina após terem sido originalmente publicadas na Europa e Estados Unidos, e tinham seus quadrinhos adaptados e os filmes raspados para substituir os letreiros em espanhol.[5] A revista logo se tornou líder do mercado…”

Madia, com o coração partido.