Os 4 grandes grupos que dominaram a propaganda em todo o mundo nas últimas 3 décadas derretem e de forma acelerada. WPP, OMNICOM, PUBLICIS e INTERPUBLIC

Em tempos de prosperidade, equívocos são tapados com lucros e gestões precárias jogadas para baixo do tapete.

Na vazante tudo se revela e escancara.

E assim, e como mais que previsto por todos os que acompanham o negÓcio da propaganda, o ciclo se encerra.

Com o inevitável fim, desmembramento, reinvenção… ou morte dos 4 grandes grupos que dominaram a propaganda mundial.

Uma propaganda que mudou de rua. Que se robusteceu e prescreve outros conhecimentos e ferramentas. E se redescobre como BRANDING.

Não trafega mais pelas ruas onde ainda habitam, decadentes, mas em luxuosas e grotescas mansões, esses 4 grupos.

PUBLICIS vem perdendo milhões e milhões de dólares em aquisições tardias que fez em muitos países. Muito especialmente no Brasil.

OMNICOM caminha na mesma direção e sem saber como resolver a mais desastrada dentre todas as suas aquisições e que também ocorreu no Brasil.

INTERPUBLIC tapando o buraco de sucessivos escândalos em seu comando, e pagando caríssimo pelo envolvimento de suas empresas no Brasil em processo de corrupção comprovada e que resultou numa das maiores multas de acordos de leniência realizados desde, e, em decorrência, da Operação Lava Jato.

E WPP, depois do escândalo de um evento de benemerência regado a putaria da grossa e onde seu todo poderoso tinha uma mesa especial e reservada – embora no último, deste ano, não tenha comparecido – aparece hoje na principal página de economia de todos os principais jornais do mundo pelas denúncias que despencam sobre esse mesmo todo poderoso, MARTIN SORRELL. Com fortes e graves acusações dos acionistas da empresa.

Que produziu o milagre de fazer de uma empresa de fios, plásticos e produtos – WPP – aproveitando-se de vazios tributários, um dos maiores grupos de comunicação de todos os tempos.

FIM. O ciclo acabou. O terreno feérico onde brilharam talentos e profissionais consagrados, hoje se converte, dia após dia, mediante processo irreversível de desertificação, num matagal assustador.

Como profetizou um dia GERTRUDE STEIN, “não existe lá mais ali”.