Primeiro você cria um auxílio residência para os juízes e promotores, considerando que, e, supostamente, no início da carreira, terão que morar em diferentes lugares.

Não deveria ser assim. Quando prestaram concurso, tanto quanto os professores, sabiam que teriam que viajar muito e morar em diferentes lugares até que um dia, lá pelo meio da carreira, chegariam às grandes cidades.

E aí, valendo-se da força que o fato de serem da JUSTIÇA lhes dá – não deveria ser assim, mas na cabecinha deles e no país lamentável que temos é assim que funciona – conseguiram o penduricalho do escroto, pornográfico e estelionato puro na essência, do tal de AUXÍLIO MORADIA.

E um dia, voltaram para as grandes cidades, ou cidades de origem, onde, com o tempo compraram suas casas, eventualmente possuem outras propriedades, mas fingem-se de loucos e beneficiando-se da Justiça Cega no caso deles, incorporaram o penduricalho a seus rendimentos.

E agora, e diante da grita de todo o país que sustenta essa pouca vergonha, vem o Presidente do TST, com panos quentes e numa atitude simplesmente patética, propor que o tal do AUXÍLIO MORADIA, que é um roubo e uma indignidade, institucionalize-se sob o formato e rubrica de “ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO A CADA CINCO ANOS”.

E que se aprovado, daqui a meses outras categorias do funcionalismo público por isonomia pedirão o mesmo e escatológico penduricalho.

E o ESTADO, balofo, vai crescendo despudoradamente, e sangrando, impiedosa e cruelmente, nossos bolsos.

BASTA! Será que esses picaretas não têm consciência? Será que a palavra ética não faz parte do dicionário da Justiça do Brasil?

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