Nos últimos 10 anos, 10 dos principais chefes de cozinha cometeram suicídio. Ontem foi a vez do 11º, ANTHONY BOURDAIN. MAIS QUE CHEF, UM ICONOCLASTA.

JOSIMAR MELO, crítico da FOLHA valorizava mais seu humor e o quanto contribuiu para o reconhecimento da cozinha de qualidade do que seu desempenho na cozinha: “ERA UM CHEF SEM BRILHO…”.

BOURDAIN escancarou a loucura e os desatinos que comete parcela expressiva dos grandes chefes, ou, o que se passa nas áreas de serviços, anexos e quartos contíguos às cozinhas… “Vivíamos pirados de manhã à noite e sempre que dava uma brecha íamos até o almoxarifado formular conceitos… dificilmente qualquer decisão era tomada sem o apoio de drogas… maconha, barbitúricos, cocaína, LSD, cogumelos alucinógenos embebidos em mel, seconal, tuinal, bolinha, codeína, heroína…”.

Nos últimos anos tenho escrito e comentado muito sobre restaurantes, donos e chefes de cozinha. Dentre todas as profissões, e em meu entendimento, a mais desafiadora e alucinante em si.

Magnificamente descrita por BOURDAIN: “Ser chef é muito como ser um controlador de tráfego aéreo, sempre e na iminência de um terrível desastre”.

ANTHONY BOURDAIN, 1956/2018 enforcou-se na sexta-feira num quarto de hotel em Estrasburgo, França.

RIP, ANTHONY. Madia.