No final da tarde de ontem, a composição mínima que garantia uma aparência de legalidade ao país, desmoronou. Estou fazendo este post às 4:59 desta quinta-feira, 18 de maio. Li todos os jornais – no digital -, revistas – no digital – e, depois de 12 horas de tirada a rolha e iniciada uma espécie de diarreia, tudo o que temos é uma nota pífia do governo. Dois fatos gravíssimos envolvendo MICHEL TEMER. A suposta gravação – deverá ser revelada hoje – em que JOESLEY JBS, da família da gestão criativa e caipira que batizavam de FROG – From Goiás – agora sabemos de verdade o que é esse tipo de gestão – em que TEMER enfatiza a importância de se continuar pagando propina para o apenado EDUARDO CUNHA. E uma mega propina combinada também com TEMER – através de seu laranja Deputado RODRIGO ROCHA LOURES (PMDB-PR), que até março era assessor especial da Presidência. Os dois fatos, gravíssimos, mas este segundo me parece devastador e põe fim a breve permanência do professor de direito constitucional no comando do país. Viveremos mais um final de semana difícil, como vem acontecendo nos últimos dois anos, mas a faxina precisa ser feita por completo. Sem exceção de qualquer natureza. Triste constatar, e não faço agora nenhuma piada de péssimo gosto ou fora de lugar e hora, mas, desgraçadamente, a premonição de BEZERRA DA SILVA mais que se confirmou. Por favor, ao ler não cantarolem sob a partitura e ritmo de samba, e sim como se fosse uma marcha rancho bem arrastada: “se gritar pega ladrão, não sobra um meu irmão”. Por favor também não achem graça. É de nós que estamos falando, é de nosso país, nossos líderes políticos. O país está enxovalhado, emporcalhado, literalmente cagado; mas, respira. Todos respirando fundo, buscando o que resta de energia, porque precisamos virar o jogo, a vida, a história. A partir de agora todos em plantão permanente e manifestando sua opinião. Agora não é hora de omissão e de ausências. E, repetindo o que disse em vídeo na semana passada, de nada adiantará escolhermos ou apontarmos substitutos para esses canalhas. O sistema democrático que temos não presta. Mais que nunca temos que colocar a reforma política em pauta e decidir, nos próximos meses, como queremos ser governados a partir das eleições de 2018. Hoje estamos revoltados, indignados, putos. Mas jamais desesperançados, descrentes, aniquilados. Coragem, amigos! Desistir do Brasil, jamais.
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