DE FABRICANTE DE “FIOS, PLÁSTICOS E PRODUTOS” – WPP – , AO MAIOR GRUPO DE COMUNICAÇÃO DO MUNDO…

Era um financeiro. Que certamente detestava os Beatles e os Rolling Stones e a vida verdadeira.

Um hábil financeiro. Identificou uma mega oportunidade decorrente de legislações tributárias frouxas e que permitiam voos mais altos de oportunistas e irresponsáveis. E fez a vida… Voou!

Iniciado pelos irmãos SAATCHI, de triste lembrança como nos lembra NIGELLA LAWSON que comeu o pão que o diabo amassou, ela que é mestre em quitutes, nas mãos de um deles, CHARLES, MARTIN gostou do negócio.

E como num passe de mágica, começou por comprar algumas das grandes escolas do negócio da propaganda. E assim foi colecionando e descaracterizando e degenerando J.WALTER THOMPSON, OGILVY & MATHER, e YOUNG & RUBICAM.

E a partir desse tronco comprou centenas de outras empresas pelo mundo, e inclusive no Brasil; onde, e após uma série de desastre, também comprou o IBOPE.

Patrocinou eventos lamentáveis, como o denunciado semanas atrás – em que garotas de programa eram oferecidas aos generosos e caridosos anunciantes participantes e seus profissionais de marketing canalhas e corruptos.

Ontem jogou a toalha. Não resistiu as denúuncias e mesmo na condição de maior acionista do grupo WPP, renunciou.

Não tenho o menor apreço pelo predador e oportunista MARTIN SORRELL.

O negócio da propaganda, dos anos românticos de OGILVY, LEO BURNETT E BILL BERNBACH ficou pelo caminho.

Os novos tempos, a modernidade, a tecnologia aceleraram o fim do ciclo.

Morte orgânica, natural e salutar. Renovação.

Mas o estrago protagonizado por MARTIN SORRELL à PROPAGANDA DE QUALIDADE E ESSENCIAL PARA OS NEGÓCIOS é um crime irreparável.

Rigorosamente igual ao praticado por supostos gênios dos negócios que crescem, prosperam e viram bilionários carregando no vermelho dos olhos, em almas de ganância e ambição corrosivas, absolutamente desprovidos de coração, e destruindo propriedades monumentais construídas no correr de décadas com o sangue, suor, lágrimas, e, principalmente, TALENTO, de milhões de profissionais pelo mundo.

Parte quem jamais deveria ter chegado.